Petit: «Não temos Messi e Ronaldo mas um onze forte»


Petit, treinador do Boavista, disse esta sexta-feira que não lhe passa pela cabeça tirar o pé do acelerador" frente ao Arouca, no jogo entre as duas equipas da 32.ª jornada da 1.ª Liga, no domingo.

Na ronda anterior, o Boavista recebeu e venceu o Moreirense (3-1) e assegurou matematicamente a permanência, ao PASSO que o Arouca, 15.º classificado com 26 pontos (menos sete do que os axadrezados), continua a lutar pela permanência.

Apesar da missão principal estar já cumprida, Petit não admite facilidades e prometeu "a mesma atitude" frente a um "Arouca experiente, que tem jogadores de qualidade, está bem orientado pelo Pedro Emanuel e que se reforçou em dezembro com jogadores emprestados".
"É um jogo importante para eles e para nós, porque ainda faltam nove pontos e vamos encarar este jogo para os conquistar", afirmou.

Tirar o pé do acelerador está fora de questão, garantiu: "Nem me passa pela cabeça. A exigência que fiz esta semana e ao longo desta época é disputarmos cada jogo como se fosse uma final. Apesar de já termos cumprido as nossas obrigações, vamos encarar este jogo da mesma forma como se fosse o mais importante para nós."

"Somos profissionais e temos de encarar todos os jogos da mesma maneira e com a mesma atitude", continuou Petit, insistindo que o Boavista tem a "a obrigação" de tentar fazer "um bom jogo, sabendo que no outro lado há uma equipa que quer garantir a sua manutenção".

O treinador axadrezado lembrou também que "os jogadores têm que pensar neles, porque a época está a acabar, para o ano há uma nova época e têm que continuar a trabalhar, para merecerem a confiança do clube e do treinador e isso passa por este jogo também".

"Eles têm provado que têm valor e qualidade para estar na 1.ª Liga e no Boavista, sabendo que no futebol há sempre algumas mudanças. Faltam três jogos e nove pontos e os jogadores sabem que não podem facilitar, porque há ainda muita coisa para ganhar", reforçou.

A mensagem é muito simples, segundo Petit: "Quantos mais pontos fizermos, melhor."

Disse ainda, a este respeito, acreditar que "os jogadores querem mostrar que têm qualidade para continuar aqui para o ano".

A amizade entre Petit e Pedro Emanuel fica de fora neste jogo: "Isso é o normal. Somos amigos fora do campo, mas, dentro do campo, cada um torce pelo seu clube e pelo seu melhor, que é conquistar os pontos."

Petit e o seu futuro são ainda uma incógnita: "O meu futuro continua a ser o presente, trabalhar diariamente para melhorar e trabalhar com os dois presidentes (do clube, João Loureiro, e da SAD, Álvaro Braga Júnior), com os quais diz falar diariamente.

Questionado sobre se se sente o treinador sensação da temporada, Petit respondeu: "Sinto que conseguimos o nosso objetivo. Não era fácil, tanto para os jogadores como para mim."

"Eu ainda não tinha experiência na 1.ª Liga como treinador e muita gente tinha dúvidas, mas também confio no meu trabalho e nas pessoas que estão à minha volta. Os jogadores foram melhorando, eu também fui melhorando e fizemos um trabalho ótimo", completou dizendo ainda sentir-se "um treinador felizardo", porque os objetivos foram conseguidos.

Petit falou ainda sobre o perfil futebolístico do Boavista 2014/15. "Podíamos fazer um futebol mais bonito, mas se calhar não ganhávamos tantos pontos como ganhámos e temos que ser realistas".

"Era o nosso primeiro ano. Tínhamos que nos afirmar mais pelo trabalho e o clube assim o exige, porque o Boavista sempre foi uma equipa que nunca vira a cara à luta, tendo ou não tendo jogadores de qualidade. Se os onze não correrem, torna-se difícil. Não temos nenhum Messi e nenhum Ronaldo, mas temos um onze forte", frisou.

O Boavista tem oito baixas para o Arouca: Brito e Tengarrinha encontram-se castigados e Ancelmo, Bobô, Fábio Ervões, Julián, Lucas e Pouga estão lesionados.

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