Avançar para o conteúdo principal

Boavista empata com o Arouca no Bessa. (Crónica MaisFutebol)

Mais um final de época e mais uma vez o Boavista a passar pela provação de ainda não ter a manutenção assegurada. A precisar de pontos como de pão para a boca, e a jogar em casa, onde não vence desde janeiro, a formação axadrezada entrou em jogo com a ânsia de marcar, mas a padecer o mal habitual: o falhanço no momento da finalização. Pela frente, um Arouca que até teve tanta posse de bola, mas pareceu preferir ir gerindo o jogo e esperar que se acabasse o gás do adversário, e depois se foi conformando com o pontinho que levou na bagagem.

Foi, por isso, o Boavista a criar mais perigo na primeira parte, sobretudo com Rúben Ribeiro como responsável. O avançado boavisteiro, que parecia estar em todo o lado, rompia como faca quente por manteiga pelo meio campo arouquense, culminando depois com excelentes cruzamentos para a área, ou optando mesmo por rematar. Fez a bola rondar a baliza de Bracali por diversas vezes, atirando ao lado, por cima, ou obrigando o guarda-redes a grandes defesas.

Foram estes dois, aliás, os protagonistas do maior lance de perigo da primeira parte. Após uma falta de Hugo Basto sobre Zé Manuel, na área, Rúben Ribeiro desperdiçou uma ocasião soberana. Bateu fraco e denunciado um penálti, a que Bracali respondeu com uma excelente defesa, segurando o nulo.

Do outro lado, foi de bola parada, graças ao pé esquerdo de Lucas Lima, que surgiu a maior ocasião de perigo. Na conversão de um livre, o lateral atirou direto à baliza, e Mika respondeu muito bem, ao socar para fora.

No início da segunda parte, o encontro endureceu e foi-se jogando futebol nos intervalos das faltas. O jogo parecia poder pender para qualquer lado, ainda assim, foi o Boavista quem mais procurou o golo e esteve muito perto por algumas ocasiões. Primeiro foi Zé Manuel, aos 58 minutos, a rematar cruzado, fazendo a bola passar fora do alcance de Mika, a rasar o poste esquerdo, mas pelo lado de fora. Depois, um cruzamento-remate de Renato Santos só não entrou porque Bracali voltou a mostrar o que vale e defendeu.

Com o relógio a jogar contra, Sanchez ia refrescando o ataque. Um ponto era insuficiente para as aspirações axadrezadas e, a verdade é que os jogadores do Boavista pareciam capazes de fazer tudo o resto, menos marcar. Saiu um esgotado Rúben Ribeiro, para a entrada de Mário Martinez. Depois, Zé Manuel deu lugar a Iriberri e Renato Santos a Luisinho. Mudaram os executantes, mas o resultado continuou a ser o mesmo. A bola andava perto, mas as balizas estavam destinadas a permanecer vazias e assim ficaram.

Um empate mais penalizador para um Boavista que precisava de marcar, procurou fazê-lo, mas não conseguiu, do que para um Arouca que parecia satisfeito por levar um ponto para casa. Os axadrezados continuam agora o calvário de lutar pela manutenção.

Mensagens populares deste blogue

Ídris: «Exigência dos adeptos só nos dá motivação»

Com a permanência já assegurada, o Boavista parte para as últimas três jornadas do campeonato sem qualquer pressão. Quer dizer, segundo Idris, no Bessa há sempre pressão para ganhar, já que os adeptos não deixam que a equipa entre em relaxamento. No entanto, na opinião do médio, essa mesma exigência só tem efeitos positivos no grupo às ordens de Petit. "Os adeptos do Boavista só nos obrigam a trabalhar mais. Temos de ter consciência que estamos num grande clube, que tem de jogar sempre para ganhar. É uma exigência boa, que só nos motiva ainda mais. Gostamos dos nossos adeptos e se eles nos empurram quando é preciso, também temos de saber retribuir-lhes com bons jogos", referiu Idris, que contribuiu para a permanência com dois golos contra o Moreirense. Apesar do objetivo da época já estar garantido, o médio senegalês promete que a equipa não vai retirar o pé do acelerador. "Não é tempo para festas. Vamos continuar a trabalhar da mesma forma porque ainda faltam trê...

Miguel Leal acredita que o Moreirense sentirá muitas dificuldades no Bessa

Miguel Leal espera «muitas dificuldades» para o seu Moreirense na visita de domingo ao Bessa, a contar para a 31ª jornada da Liga. O treinador levou os seus homens a treinar num recinto com sintético, de forma a prepararem-se da melhor forma para um embate para o qual promete levar «fato de macaco».  «Só o relvado determina que o jogo tenha caraterísticas muito diferentes. A bola salta mais e é mais difícil controlá-la. Há mais contacto físico. Vamos ter de ter grande controlo emocional e de vestir o fato de macaco», afirmou hoje em conferência de imprensa.  O técnico espera encontrar um Boavista forte, sobretudo nas bolas paradas. «Quando toda a gente pensava que o Moreirense e o Boavista podiam descer, eu disse que podiam surpreender. Se calhar não são as únicas equipas que surpreenderam, mas são duas que estão de parabéns. Mas agora é um jogo que toda a gente quer ganhar e nós não somos diferentes.»  O clube vimaranense estabeleceu como próxima meta pelo menos i...

Adeptos e claque presentes em Arouca

Imagem por Rádio Portuense