Primeiro candidato à despromoção no arranque do alargado campeonato 2014/15, o Boavista fará festa rija no domingo, no Estádio do Bessa, na receção ao Moreirense. Uma vitória dos axadrezados, conjugada com uma derrota ou empate do Gil Vicente (que recebe o líder Benfica), assegura a permanência entre os grandes à equipa de Petit.
De regresso à 1.ª Liga por via administrativa depois de uma ausência de sete anos, o Boavista partiu atrás de todos os outros – também porque na época anterior militava no Campeonato Nacional de Seniores, o terceiro escalão português. A verdade é que a equipa fez das fraquezas a sua força, nunca se deixou cair na zona vermelha, tornando o seu estádio (o único com relvado sintético no escalão principal) uma fortaleza para garantir a permanência: 23 pontos amealhados entre portas que compensam apenas 7 obtidos fora do Bessa (um registo que é o mais fraco entre os clubes da 1.ª Liga).
Com a permanência já assegurada, o Boavista parte para as últimas três jornadas do campeonato sem qualquer pressão. Quer dizer, segundo Idris, no Bessa há sempre pressão para ganhar, já que os adeptos não deixam que a equipa entre em relaxamento. No entanto, na opinião do médio, essa mesma exigência só tem efeitos positivos no grupo às ordens de Petit. "Os adeptos do Boavista só nos obrigam a trabalhar mais. Temos de ter consciência que estamos num grande clube, que tem de jogar sempre para ganhar. É uma exigência boa, que só nos motiva ainda mais. Gostamos dos nossos adeptos e se eles nos empurram quando é preciso, também temos de saber retribuir-lhes com bons jogos", referiu Idris, que contribuiu para a permanência com dois golos contra o Moreirense. Apesar do objetivo da época já estar garantido, o médio senegalês promete que a equipa não vai retirar o pé do acelerador. "Não é tempo para festas. Vamos continuar a trabalhar da mesma forma porque ainda faltam trê...