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Boavista 0-1 Nacional (Crónica e Video Resumo)


A noite estava fria, a data foi inesperada (problema no voo da Madeira para o Porto levou o Nacional a pedir adiamento do jogo, inicialmente agendado para as 18h de domingo, como todos os outros da jornada 33), mas a verdade é que o Boavista-Nacional, encontro que encerrou a penúltima ronda do campeonato, foi bem interessante de seguir.

Primeiro grande aliciante: Fary, 40 anos, despediu-se dos relvados e logo a titular. Recebeu bonita homenagem, minutos antes do encontro começar. Mereceu a titularidade, gesto bonito de antigo companheiro de plantel, Petit; saiu em lágrimas, a chorar como um menino, aplaudido pelo público do Bessa, aos 44 minutos.

No futebol, momentos assim são importantes. E mostram-nos que são mais os aspetos positivos do que os que, por vezes, marcam negativamente o fenómeno futebolístico e aquilo que em redor acontece.

Segundo aliciante do jogo: o Nacional podia, em caso de vitória, lançar-se para o ataque ao sexto posto (recebe o Paços na última jornada e em caso de triunfo soma 47 pontos, com vantagem no confronto direto sobre os pacenses, restando saber o que o Belenenses fará em Barcelos (se ganhar, vai à Europa, com 48 pontos).

O Boavista já tinha a permanência assegurada há duas semanas, mas o intuito ao longo dos 90 minutos foi claro: terminar o percurso no Bessa a pontuar.

E talvez o mais justo fosse mesmo que ambas as equipas pontuassem. O Boavista foi mais atrevido, o Nacional mais eficaz. Devia dar empate, mas a capacidade concretizadora de Marco Matias (uma oportunidade, um golo) fez a diferença.
 
FICHA DO JOGO
 
Foi um início animado de jogo, com as duas equipas a procurarem a sua sorte.
 
Fary, em noite muito especial, recebe da esquerda e assiste Brito, que remata com perigo, mas ao lado.
 
O Boavista estava mais atrevido, a tentar o remate de meia distância (Diego Lima, Afonso Figueiredo…), a ter mais bola.
 
Calculista, o Nacional de Machado foi esperando que o adversário perdesse o fôlego e saía cada vez mais com mais intenção.
 
Marco Matias, cada vez mais o melhor marcador português da Liga, incomodava os centrais boavisteiros, e anunciava perigo crescente.

Até que o golo nacionalista aconteceu mesmo: Marco Matias, oportuno, concretizou o único momento em que esteve em posição de tiro na área boavisteira. O 0-1 soava a injusto, mas destacava a eficácia do conjunto madeirense.

Ainda antes do intervalo, o Boavista esteve muito perto de empatar: valeu uma enorme intervenção de Gottardi e impedir o 1-1, em cabeceamento muito perigoso de Idris.
 
CLASSIFICAÇÃO DA LIGA

Ainda antes do intervalo, o Boavista esteve muito perto de empatar: valeu uma enorme intervenção de Gottardi e impedir o 1-1.

No segundo tempo, o Nacional quase deixou de existir ofensivamente. O Boavista, em boa verdade, também não somou muitas ocasiões, mas esteve quase sempre mais perto da baliza contrária. O 1-1 não deslustrava.

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